A Justiça da Paraíba determinou a prorrogação por mais 30 dias da prisão temporária do delegado Braz Morroni e de outros policiais civis investigados por supostamente favorecer uma organização criminosa com atuação na Grande João Pessoa. A decisão atende a pedido das autoridades responsáveis pela investigação, que apontam a necessidade de continuidade das diligências e da análise do material apreendido durante a operação.
Além do delegado, a medida alcança outros agentes presos na operação realizada no mês passado. Segundo a decisão judicial, a complexidade do caso e a grande quantidade de dispositivos eletrônicos e documentos apreendidos justificam a ampliação do prazo da prisão temporária para aprofundamento das investigações.
A defesa de Braz Morroni solicitou a substituição da prisão por prisão domiciliar, alegando necessidade de cuidados médicos. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça, que entendeu não haver comprovação de que o tratamento não possa ser realizado na unidade prisional. Apesar da negativa, foi determinado que o delegado receba acompanhamento médico.
As investigações apuram suspeitas de que integrantes da Polícia Civil utilizavam a estrutura da corporação para beneficiar membros de uma organização criminosa. O caso segue sob investigação e, até o momento, não há condenação dos investigados.

