A empresária e lobista Roberta Luchsinger rebateu, neste sábado (17), as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que a chamou de “pilantra”. Em entrevista à CNN Brasil, ela afirmou que o presidente mente ao negar que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, tenha participado de reuniões com ministros do governo federal.
“Se eu sou pilantra e toda essa turma andava e frequentava a minha casa, eles são pilantras como eu”, declarou Roberta.
Investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência, a empresária afirmou que Lulinha esteve diversas vezes com ministros e participou de encontros nos quais, segundo ela, eram discutidos assuntos relacionados a políticas públicas, especialmente à regulamentação e à comercialização de medicamentos à base de canabidiol.
Roberta também disse que já foi uma grande apoiadora de Lula e que o defendeu publicamente durante o período em que o presidente esteve preso, em 2018. Segundo ela, as declarações recentes do petista provocaram indignação e romperam a confiança que mantinha nele.
Intenção de fazer delação premiada
Durante a entrevista, Roberta manifestou a intenção de firmar um acordo de delação premiada e afirmou que está disposta a colaborar com as investigações, sem poupar pessoas que, segundo ela, possam ter informações relevantes sobre os fatos apurados.
A empresária também relatou receber ameaças de morte e afirmou que suas duas filhas têm sido alvo de intimidações e constrangimentos públicos.
As declarações ocorrem no contexto das investigações sobre suspeitas de irregularidades envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e possíveis relações de influência junto ao governo federal.
Lula já havia chamado Roberta de “pilantra” em declarações públicas e negado proximidade com a empresária. As acusações apresentadas por ela permanecem sujeitas à apuração, e os envolvidos têm direito à manifestação e à defesa.
Com informações da CNN Brasil.

